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O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

Comovente Timor-Leste

Celebra-se hoje o dia cujas imagens me fizeram chorar como se tivessem acontecido perto de mim: 12 de Novembro, o dia do Massacre do Cemitério de Santa Cruz.

Timor-Leste esteve sempre no meu coração.

As imagens que me comoveram, as ações por Timor que me mobilizaram, a vontade de ir ao encontro dos lugares e das gentes que acompanhei à distância no sofrimento e no renascer... E fui...

Esta era a noite e o dia de acompanhar, sempre de lágrima prestes a cair, as celebrações do Massacre. Levaria dias para escrever sobre tudo o que vi, aprendi e senti nessas celebrações.

Deixo apenas a homenagem, para que a memória prevaleça...

Timor-Leste estará sempre no meu coração!

 

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UBQiX2_aLhA

Santa Cruz no Coração

O dia 12 de Novembro acabou em Timor-Leste há muitas horas e está prestes a acabar em Portugal. Viver este dia em Timor foi uma das maiores emoções da minha vida. Vivi, nos três anos que passei naquele país, a celebração do massacre no cemitério de Santa Cruz com a intensidade com que vi as imagens do massacre pela televisão e com uma comoção inexplicável. Ganharam vida as imagens que me fizeram sofrer por ver sofrer, soube que estavam vivas pessoas que julgara terem morrido, ouvi relatos sobre inimagináveis mortes trágicas, além de comoventes histórias de sobrevivência.

A noite de 11 para 12, as velas a iluminar o cemitério, os timorenses de todas as idades a chegar, os discursos de homenagem a recordar a tragédia, os testemunhos, as vivências e narrativas impressionantes na primeira pessoa, a visita à sepultura de Sebastião Gomes, as velas acesas pelas ruas de Díli; a manhã de 12 e a missa em Motael, a emotiva presença dos amigos e parentes das vítimas, a procissão até ao cemitério, a homenagem com a presença dos mais e menos ilustres são apenas algumas das memórias que trouxe agarradas à pele e ao coração.

Raríssimas vezes, antes ou depois, chorei por uma tragédia tornada pública como chorei por esta... e as tragédias são tantas... e eu penalizo-me tanto por elas... e, no entanto, Santa Cruz atingiu-me como nenhuma outra, e é por isso que sei que a minha ligação a Timor é de antes e depois dos três anos que lá vivi.

Que a coragem dos timorenses, a lealdade que revelaram ao país e aos irmãos, a coragem de Max Stahl, a bravura e capacidade dos resistentes se mantenham como um exemplo... para Timor e para o mundo.