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O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

Já Não Compro Prendas!

Sempre que posso, faço prendas, não compro. Não se trata de uma consequência da crise económica que atravessamos, ou que nos atravessa os dias, pelo menos, não é apenas consequência da tão falada crise. Trata-se de uma convicção. De facto, o que eu dou aos meus amigos quando eu própria faço aquilo que lhes ofereço é o meu tempo, que considero valiosíssimo. Por isso, quando ofereço as compotas, o sal aromatizado, as pregadeiras que vou fazendo e com que os presenteio, de preferência em dias em que eles não fazem aniversário, mas de vez em quando também nos aniversários e Natal, dou aquilo que de melhor tenho para dar.

Aproveito para contrariar um consumismo que, por várias razões, já não suporto. As questões ambientais estão no topo dessas razões, mas não são as únicas e emparelham com outras, de outra natureza, mas de igual grandeza. O comércio parece insistir em não voltar a ser um "fair trade" e aflige-me pensar em crianças escravizadas ou outras barbaridades.

Quebro, aqui e ali, a fidelidade a esta minha convicção, com a família e um ou outro amigo mais próximo, mas tento quebrá-la apenas se isso significar oferecer um livro, um momento cultural, uma peça de roupa que faça falta.

Imperfeita como sou, quebro-a também, uma ou outra vez, com outras aquisições, mas nunca sem uma boa dose de culpa.