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O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

Leitura Certa...

... para uma altura em que o tempo não está tão contado como habitualmente (são cerca de 500 páginas) e para compreender melhor o percurso feito pela China até estes estranhos tempos modernos!

Ler Não É Para Todos

Ler é para poucos (infelizmente!); ler alguns livros é para muito poucos...

Choriro, de Ungulani Ba Ka Khosa, é um livro para muito poucos...

...pela densidade;

pelo labor investigativo que revela;

pela mestria no uso das palavras;

pela riqueza lexical;

pela ênfase dada à questão identitária do povo que protagoniza a narrativa;

pelo carácter único da teia ficcional.

De facto, um desafio que vale a pena!

http://palavrassublinhadas.com/o-luto-de-uma-nacao-choriro-de-ungulani-ba-ka-khosa/

O Que É Um Livro

"Com a Alexandra, fui ver a Vijećnica, a velha biblioteca de Sarajevo. Gerações e gerações alimentaram-se com as suas riquezas, folhearam e leram a multitude de livros que ela continha. Um dia, alguém me disse que um livro era o bem mais precioso, o melhor amigo que se pode ter. A Vijećnica era uma mina de tesouros. […] Perdemos todos os tesouros, todos os amigos que este soberbo monumento histórico continha. Desapareceram todos no fogo que os consumiu. A Vijećnica é agora uma mina de cinzas e tijolos […]." O Diário de Zlata (Zlata Filipović).

Livros A Não Perder

Tenho deixado aqui, na esperança de que a partilha possa ser útil, registo de muitas das minhas leituras favoritas... Com mais ou menos disponibilidade (que o tempo não é elástico!), vou tentar manter estes registos sobre a literatura que me vai chegando às mãos, ou que ao longo dos anos me foi sendo dada a conhecer.

Desta vez, recomendo Machado de Assis e as suas Memórias Póstumas de Brás Cubas... Machado de Assis recomenda-se como um antídoto contra a mesmice, pela ironia e pela capacidade de retratar a sociedade com tal argúcia que, mantendo-se os vícios dessa sociedade, mantém-se a actualidade dos textos. Nessa medida, imperdível é, também, O Alienista e Outros Contos. Autores como Machado de Assis, deixam-nos sempre com a ideia de que tudo o que a sua pena tocou podia ter sido escrito ontem (já não com a fina caligrafia da pena e talvez, menos ainda, com o fino critério dos visionários, entretanto, praticamente extintos!).

Do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, caberia destacar em qualquer comentário, mais ou menos extenso, mais ou menos académico, a forma como o narrador, lá do fundo da sua tumba, trata o leitor - dirige-se-nos de forma vívida, que não viva, e dirige-nos, inclusivamente, impropérios, num acréscimo de ironia que faz rir o mais sério de nós, desde que seja, de facto, leitor.

Por falar em leitores, de vez em quando passa por aqui um ou outro amigo digno desse epíteto... O que seria(m) para vocês um (ou vários)  livro(s) a não perder? 

A Primeira Leitura do Ano

Considero que foi uma agradável surpresa ter esbarrado nesta preciosidade, com a ajuda de amigos e na sequência de uma pesquisa académica.

Um texto de rara beleza e simplicidade sobre um tema que um dia, na infância que não desejamos perder, foi de todos nós - a cumplicidade entre as crianças e as suas bonecas!

Ojalá terminaran pronto aquellos días de inflación y zozobra social, política y económica. Ojalá no hubiera más guerras (...)

 

 

 

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