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O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

Generalizações

São sempre perigosas... as generalizações. Perigosas, porque falaciosas, permeáveis ao erro, vulneráveis mediante as excepções, enfim, erróneas, elas próprias, na essência.

Eu teria muito a dizer sobre os carteiros, os recepcionistas, os médicos, os polícias, os telefonistas, os engenheiros... sobre todos os profissionais com quem lidamos no quotidiano ou cujas acções nos afectam... Teria, mas não digo! Quando me pronuncio, pronuncio-me sobre este carteiro, aquele médico, este ou aquele polícia, mediante actos, mais ou menos meritórios, que me afectaram.

Vem isto a propósito de me parecer que a Comunicação Social, a sociedade e todos os que possuem, mesmo que apenas no seu léxico mental, uma vaga ideia da existência da palavra "professor" terem repentinamente acordado para o facto de haver... professores. Todos, diga-se de passagem, tiveram os piores professores do mundo e, depois, foram para casa aprender a ler, a escrever (mal ou muito mal, não raras vezes) e a fazer contas sozinhos - é que o ódio (generalizado, lá está!) parece uma realidade inelutável.

Fico sempre chocada e, diga-se em abono da verdade, não tanto, ou apenas, por ser professora (embora também por isso, claro, que aqui o adágio justifica-se - "Quem não se sente...") e não gostar de ser difamada ou alvo de apreciações generalistas por parte de pessoas pouco abalizadas ou que se julgam abalizadas, mas sobretudo porque não compreendo o que, nos últimos 30 anos de trabalho, terei feito de inapropriado. Ah... não fui eu! Mas então sinto-me como na fábula do Lobo e do Cordeiro - se não fui eu que turvei a água, por que razão aponta o dissimulado lobo (o de Esopo, claro!) as mandíbulas ao meu pescoço?