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O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

Como Num Conto de Fadas

Como nos contos de fadas, em que as princesas dormem por anos, séculos, mesmo, até que um príncipe as desperte, há amigos que protagonizam reencontros, depois de ausências de muitos anos, como se tivessem estado juntos ontem...

Já escrevi sobre este tema, mas é exatamente sobre ele que quero escrever, como se de um bálsamo se tratasse, um bálsamo para a intranquilidade dos dias, para a instabilidade do mundo...

Os amigos que nunca se separaram, os amigos que não apagaram memórias, os amigos que não estiveram juntos, mas que não se perderam das afinidades que um dia os uniram, esses amigos riem de tudo... e de nada!, no reencontro com os dias inelutavelmente felizes; no reencontro em que se conciliam com o que verdadeiramente são, com a pureza de dias de sol e de noites de esperançoso riso, dias e noites em que ainda hoje temos o coração e em que persistentemente encontramos a chave da esperança e da vida. Muitas vezes falámos desses amigos e desses dias, repetidas vezes contámos histórias cuja graça perpetuámos e, com elas, perpetuámos na nossa memória pessoas, lugares e peripécias ímpares, que nos alimentam e aquecem as horas, todas as horas.

Como num conto de fadas, estes amigos estiveram adormecidos até ao reencontro em que despertam para o único riso que a vida não corta - o que a juventude imortalizou.