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O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

25 de Abril Todos os Dias

Fomos capazes de nos livrar da opressão, da indignidade da censura, da falta de Liberdade, da repressão nas Artes, na Cultura e na Educação e de todos os males que essa repressão acarreta, da tortura, do medo... Fomos capazes!

Mas...

Não somos capazes de nos livrar de salários indignos, injustos ou, que mais não seja, insuficientes para uma vida plena; não somos capazes de lutar por horários e condições de trabalho que não nos deixem exauridos e, por isso, inviabilizem a vida familiar e o entretenimento; não somos capazes de dizer livremente o que pensamos sem nos sentirmos dominados por empresas e instituições; não somos capazes de defender convicções sem pensar no salário; não somos capazes de exigir que os políticos sejam o mínimo que deviam ser - Honestos, naturalmente; não somos capazes, enfim, de usufruir plenamente daquilo por que, pacificamente, outros lutaram e conquistaram neste dia.

 

Não temos a mesma abnegação, a mesma força de carácter, a mesma tenacidade... Não somos da mesma fibra; deixamos, em vez de agirmos, em vez de fazermos, todos os dias, um 25 de Abril!

Doce Ilusão

As condutoras (no feminino!) passam frequentemente pela caricata situação de ver um maduro ficar à espera que elas não consigam estacionar entre dois carros - uma ilusão sobre muitas de nós e um grão de areia no deserto, especialmente se considerarmos as muitas lutas travadas no feminino ao longo dos séculos!

 

Fica a sugestão: Uma Vindicação dos Direitos da Mulher; Mary Wollstonecraft (sobre os direitos das mulheres no séculoXVII).

 

https://www.publico.pt/2018/02/02/culturaipsilon/critica/lutas-de-mulheres-1800883

Outra Vez o TEC

Foto de Anabela Dias.

 

Outra vez um trabalho louvável e extraordinário; outra vez uma encenação a conseguir o equilíbrio entre a obra literária e a representação cativante; outra vez a sensação de que os profissionais vibram com o trabalho que fazem e, por isso, o fazem tão extraordinariamente bem; outra vez o orgulho de saber que aqui, neste rectângulo tão à beira mar, os ventos que sopram espalham talento e que esse talento alcança com o mesmo ímpeto jovens e menos jovens; outra vez o agradecimento pela confiança que os meus amigos depositam em mim quando lhes digo "vamos assistir a esta peça"; outra vez a sensação de que se mais pessoas fossem ao teatro mais vezes (como a mais exposições, como a mais bibliotecas) viveríamos num mundo e num país, a todos os níveis, melhores, só porque teríamos pessoas melhores, preocupadas com o essencial.

A par de tudo isto, o orgulho de saber que tantos jovens, entre eles alguns que conheço e me são muito queridos, começam aqui a concretização de um sonho!

Desta vez, o sonho é As You Like It!