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O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

A. O.

 

A mim, parece-me que já tudo se disse sobre o negócio infame do Acordo Ortográfico. Por isso, escrevo como sempre escrevi, desde que não seja em circunstâncias profissionais (nesse caso, pactuo, por obrigação), e limito-me a ler o que se escreve sobre o assunto, não tenho muito a acrescentar.

Hoje, porém, não resisto: comprei um livro que há algum tempo desejava comprar, um tema interessante, aconselhado por quem sabe, bem escrito, mágico... uma magia menor! Lá estava, escrito ao abrigo do dito Acordo, que deita pela janela, sem qualquer pudor, um legado deixado pela Antiguidade- a língua latina, agora cortada em postas e vendida a retalho.

O Absurdo Ortográfico é um golpe traiçoeiro desferido da forma mais ignóbil sobre a Língua e Cultura Portuguesas, de tal forma gerador de incongruências que a leitura de um texto em voz alta, feita por um aluno menos preparado para se esquivar aos desaires de uma literatura estraçalhada, lê (leu!)

 

O espetador [aquele ou aquilo que espeta] colocado numa posição privilegiada...

Com dificuldade se corrige um erro que não se explica pela lógica, com maior dificuldade se a lógica tiver sido alterada à força de interesses que não os de natureza linguística, literária ou cultural. O contexto nem sempre explicita tudo, ou não haveria lugar a mal-entendidos; há textos cuja dificuldade de interpretação não precisa de ser aumentada por ortografias dúbias.

A lista dos absurdos ortográficos pode, se a isso nos dedicarmos, tornar-se extensa, far-nos-á rir algumas vezes e lamentar todas as vezes, como tudo o que se nos afigura rídiculo e absurdo.

A Padeira

O mundo está repleto, entre outros vícios, de exageros... Será, com certeza, um exagero e uma ampliação dos mais recentes acontecimentos na Catalunha isto de se dizer aqui e ali que a Andaluzia tem igualmente pretensões independentistas que incluiriam a anexação (o termo, só por si, arrepia e traz à memória negros exemplos!!!) do Alentejo e do Algarve. Brincadeirinha, estou certa...

É que a ideia, ainda que remota, de adormecer alentejana e acordar espanhola ou, nesse caso, andaluz (com todo o respeito e amizade por "nuestros hermanos", sinceramente!) desperta em mim desejos de manejar a pá que sobrou de Aljubarrota!