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O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

Deixem Lá As Medalhas e Tragam a Honra!

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro estão a terminar e, pelos vistos, bem! Muitas medalhas para os países do costume (os que investem no Desporto e nos Jogos Olímpicos!), muitos novos 'records' estabelecidos e... muitos escândalos! Felizmente, não protagonizados pelos países do costume... e essa é a parte boa para uns e inusitada para outros!

São os nadadores americanos que destroem o que não é deles e mentem, é o vendedor de bilhetes de mercado negro, membro do Comité Olímpico da Irlanda, e, como se não bastasse, são os atletas australianos que falsificam credenciais para entrar num jogo de basquetebol e assisti-lo... sentados(!), mas que "não estavam em falta", segundo a presidente executiva do Comité Olímpico Australiano. Há aqui um conceito de 'estar ou não em falta' que é muito australiano, diria eu...

A mim o que me parece é que estes senhores todos que não estavam em falta, os mentirosos, o vendedor burlão e os falsificadores pensaram que iam fazer o que sabem fazer muito bem a um daqueles países onde tudo acontece impunemente, 'so, why not?'. A falar mais alto estava a habitual presunção de que os outros são todos uns desonestos por tradição e "nós", os dos países desenvolvidos, excelentes e gloriosos, podemos fazer no país deles o que quisermos. Vejamos o que conclui a 'investigação em curso' da presidente executiva do Comité Olímpico Australiano... Muito provavelmente concluirá que os atletas 'apenas' pediram a um brasileiro que falsificasse as credenciais, por isso, estão livres de qualquer culpa. O brasileiro que se amanhe, que o pobre é ele, ele que vá preso e nós assistimos... Sentados, um direito que assiste a qualquer australiano, quer para ver jogos, quer para tramar os outros!

 

Ah!... Quase me esquecia de um incidente de outra categoria, mas de evidente cariz colonialista: o do treinador do atleta francês do salto à vara que atribuiu a medalha de ouro do atleta brasileiro à intervenção de 'forças místicas'! Apesar destas pérolas, determina a arrogância que os ignorantes sejam sempre os pobrezinhos, os menos desenvolvidos...  

 

Fica aqui, pois, o que penso sobre a participação dos atletas portugueses: a honra vale mais do que qualquer medalha! Essa, evidentemente, trazem-na! Os outros, se ganharam, é porque eram melhores, mas alguns eram piores... pessoas!

Prova-rei???

Diz um comentador dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ao serviço da RTP: "Vamos aguardar pela prova-rei..."... Como?! Que terá acontecido à "prova-rainha"? Acima de tudo, que terá acontecido a quem, além de conhecimentos técnicos, tinha também o domínio da Língua Portuguesa?

La Habana Real

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Numa livraria de Havana disseram-me que, para conhecer a realidade de Cuba, melhor do que ler Trilogía Sucia de La Habana era ler El Rey de La Habana. Comprei.. o livro e a ideia.

Pedro Juan Gutiérrez, autor da chamada 'literatura sucia', não deixa por mãos alheias o narrar de uma vida cruel, de uma vida suja, num espanhol vernáculo.