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O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

Quem Gosta,...

...gosta de...

Entre todos os erros e gralhas com que os portugueses que faltaram às aulas de Português afrontam os que lá foram conta-se o assíduo "aquilo que eu mais gosto...". E não restam dúvidas... é das gralhas que grasnam mais alto!

Não menos ofensivo (e acabadinho de ouvir a um "intelectual de telejornal" - "um filme que era importante falar". 

Isto de 'falar que' em vez de 'falar de' tem que se lhe diga! Erros de palmatória num tempo em que já não há palmatória...  

Mental(idades)

Lá estou eu, já com idade para ter juízo (diriam alguns!), a pintar o cabelo com todas as cores disponíveis na paleta; lá estou com a mania de achar que o que eu quero para mim é mais importante do que aquilo que o mundo quer para mim; lá estou sem paciência para os olhares do mundo sobre as minhas escolhas, quando as minhas escolhas só me afectam a mim! Pintei o cabelo de mil cores e... saí para a rua... como fazem tantas pessoas depois de fazerem o que bem lhes apetece com a sua própria imagem, a despeito de olhares e comentários. Destaco o de uma criança no supermercado, de olhos arregalados e ele próprio com os cabelos em pé, assustado com o que via - "Mãe, olha o cabelo daquela mulher!". 

E eis que estamos perante o mais difícil de mudar - a incapacidade de ver o mundo sem a influência de preconceitos, a incapacidade de olhar para o que é essencial em detrimento do que é extrínseco. E este processo mental, esta mesquinhez de espírito, tristemente, independe das idades.

O mais assustador - saber que a cor do cabelo é uma opção e que o mesmo não acontece com as inúmeras características humanas que levam indivíduos de mentalidades tacanhas a olhar para o lado e tecer comentários, em culturas e lugares que se dizem desenvolvidos. Pouco há de desenvolvimento no facto de, na luta entre o ser e o parecer, acabar por dominar a aparência.

Triste... não para mim, naturalmente, nesta minha condição temporária de 'colourful head', mas para os que de forma permanente e sistemática são alvo de atitudes, olhares, comentários indisfarçados e discriminatórios. 

A Luz Debaixo do Chaparro - LOL!!!

 

 

https://youtu.be/2SQomCFqBeI

 

No Alentejo, de facto, temos um vocabulário reduzido... razão pela qual chamamos a criaturas como esta "UMA GANDA BESTA". E é também verdade que são tidos como fenómenos naturais, factos consumados que ocorrem de tempos a tempos e em torno dos quais as pessoas se reúnem, são os chamados "ajuntamentos", e dizem: "olhe, 'tá' vendo ali aquele homenzinho debaixo do chaparro à espera de ver a luz?, é uma besta, é aquilo...". E olhamos para eles como para o nevoeiro, não os contestamos, nem a eles, nem aos "avôs", que não nutrem por eles qualquer carinho. Pudera!... Não os condeno...

É assim que surge, no Alentejo, a cultura da desconfinça - desconfiamos que estes animais infames deviam ir zurrar para outro lado! "E pronto...".

Além disso, estamos sempre a falar de beldroegas e de migas, é o nosso "lado fora da lei"... é uma forma de fugir a fenómenos como este, para os quais "não há pachorra"... Agora... verdade, verdadinha, é que é melhor não porem tão cedo os vossos refinados "butes" de comentadores de 'meia tigela' em terras transtaganas, que ainda vos aparece no monte um homem com uma arma, desata aos tiros e eis que temos uma "pré-guerra"... Depois, é matar uma galinha e fazer um manjar... de idiotas!

Acima de tudo, livrem-se de ficar sem gasolina em Alcácer do Sal, que aquilo por lá é só 'cowboys'! Em Santiago, terra de peripatéticos, "as pessoas não estão juntas a falar"; afastem-se, pois, antes que uma tal itinerância resulte numa triste "história de violência".

Temos lá culpa que a tia seja uma desocupada e passe o dia à janela a ver quem surge ao fundo da rua!

 

 

 

Um país que dá tempo de antena a jumentos sem freio (aparelho imprescindível a quem deseja inibir cavalgaduras!), merece os impostos que paga, por mais altos que sejam!

Livros, livros, livros...

Entre colegas, esta semana, falávamos de livros... dos que já lemos, dos que desejamos ler, dos que não conseguimos ler, das livrarias onde gostamos de comprá-los.

Uma conversa animada e interessante, das que nem sempre arranjamos tempo para ter. Na semana em que comprei, em segunda mão:

O Meu Pé de Laranja Lima (José Mauro de Vasconcelos) - para ler em qualquer idade; A Rapariga de Java (Pramoedya Ananta Toer) - um dia o Nobel da Literatura irá para a Ásia; Cartas de Amor de Fernando Pessoa - que já tinha comprado e voltado a comprar, mas que acabei sempre por oferecer, este é meu!

 

Desse lado, qual foi o último que leram?

 

Eu, pela parte que me toca, não fiquei pelas compras já mencionadas... Voltei ao mercado de segunda mão... e, entre outras pérolas, encontrei A Dignidade - Konis Santana e a Resistência Timorense (José Mattoso), novinho em folha e em Português, "a preço de banana" (que foi barata, em tempos que já lá vão!)...

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