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O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

Palafreneiro

Por estes dias, anda o país (que não tem mais com que se preocupar, está visto...) preocupado com a escolha da palavra do ano. Claro que a selecção é tão óbvia como as mentes que se dedicam a pensar em miudezas como a imperiosa necessidade de escolher "a palavra do ano": Recai tristemente sobre  as palavras mais tristemente usadas nos noticiários. Que idiotice... a palavra do ano poderia ser tolerância, amizade, família, humanidade... assim só para contrariar!

Pois eu voto em palafreneiro, uma palavra que não está a concurso e que, por ignorância, tive que ir procurar ao dicionário, a propósito da leitura a que estou dedicada. E aqui fica:

palafreneiro - moço que tratava do palafrém ou o acompanhava;

palafrém - Na Idade Média, cavalo de parada dos reis e nobres.
Cavalo elegante, de boa linhagem, próprio para montaria de senhoras.

 

"Aprender" também é uma palavra melhor do que "ceder"... a modas, tentações, correntes...

Contudo, se me disserem que por trás desta moda da "palavra do ano" existe uma causa, que algo do que está mal mudará, de bom grado mudo também de opinião e apago o que escrevi.

 

 

Natal Com Livros

No ano em que visitei a Rússia, Svetlana Aleksievitch foi agraciada com o Nobel da Literatura e eu ofereci O Fim do Homem Soviético, livro que em breve eu própria hei-de ler!

 

Quatro meses e meio depois, eis que leio o livro, para poder dizer que o prémio não foi obra do acaso!

O Rabo Preso

Tenho para mim que, seja em que profissão for, quem favorece ou é favorecido nunca mais faz um trabalho digno. Não pode! Não é isento, fica dependente, não é livre, não pode opinar, faz depender decisões sérias de "amiguismos", de conluios, de "agora ajudo-te eu, depois ajudas-me tu"...

De facto, as pessoas permeáveis a influências, mesmo que sejam só "influenciazinhas", transformaram o mundo num lugar insustentável, um lugar que está preso por fios semelhantes aos que se usam nas marionetas e, mesmo sem querer, todos nós, a partir desse momento, passámos a ser manipulados como marionetas, uns porque desejaram, outros porque se viram enredados nos fios dos que voluntariamente se sujeitaram a ser manipulados.

E é assim que o mundo, ao contrário do que defendia o lirismo de Gedeão, não "avança" ou, o que é pior, "avança" apenas para alguns. Eu tenho vergonha, tenho a vergonha que os desonestos que por aí grassam não têm e, sim, baixo os olhos, envergonhada e constrangida, quando sei e, infelizmente, sei frequentemente, que há pessoas que vendem a alma por meia dúzia de tostões ou até por meia dúzia de palmadinhas nas costas (só para se sentirem importantes!).

O Natal é uma época tão boa como outra qualquer para pensar nisso!

 

Frases e Ditos Que Considero Brilhantes

- "Albarda-se o burro à vontade do dono" - surge em primeiro lugar e é um lema para quem não gosta de desperdiçar energias;

- "When the going gets tough, the tough get going" - que é como quem diz: os ratos são os primeiros a saltar do navio;

- "Não vale a pena correr para nada" -  afirmam Carlos da Maia e João da Ega no final da obra Os Maias, antes de saírem a correr para apanhar um carro eléctrico. Embora não valha a pena, é o que mais fazemos. Eu evito, a não ser que o assunto seja um jantar, como aconteceu àquelas personagens...

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