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O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

Reacções Diferentes, As Time Goes By...

Aos 18 anos...

...quando me apetece fazer algo, nada me impede, e nem penso no tempo que possa perder com isso... aliás, nem penso no tempo.

 

Aos 50 anos...

...de vez em quando, passa-me pela cabeça fazer isto ou aquilo, tomar esta ou aquela atitude, mas se não puder ser consistente em relação ao que desejo fazer, melhor será frear os impulsos.

 

When you are 18...

...and you feel like doing something, no odds can prevent you from doing it, despite of the time you will waste... in fact, you dont´t even think about time.

 

When you are 50...

...and you think about doing this or that, taking this or that attitude, but you feel you are not able to be consistent about it, you'd better not do it.

Saudade

Há pouco tempo deixei aqui o relato de um episódio em que uma profissional competente se deixou invadir por uma arrogância que a tornou ineficaz.

Desta vez, num café de que gosto (gostava) bastante, pela qualidade e originalidade da comida, pela localização e pela história e decoração, um café onde por diversas vezes me encontrei com amigos, fui muito mal atendida. A sopa que pedi estava fria, pedi uma tosta que foi igualmente servida fria, pedi que fosse aquecida, veio aquecida, mas no microondas, que só serve para aquecer tostas caso queiramos servi-las amolecidas e sem sabor.

O custo da refeição, esse, foi elevado.

Ao pagar, alertei para o facto de estar a pagar algo que, desta vez, não fora servido com qualidade. Sou, então, surpreendida pela pergunta mais ignóbil que imaginar se possa:

- Mas... foi numa altura em que havia muita gente?...

- Não... de qualquer modo, ainda que houvesse muita gente no café, os senhores teriam que ser capazes de atender - respondi, chocadíssima com a justificação do injustificável.

- Na verdade, não temos...

Paguei, saí e não voltarei, para não trazer momentos de tensão a estes senhores, que não podem atender muitas pessoas ao mesmo tempo, mas podem ganhar dinheiro atendendo mal todos os clientes que aceitam, porque recusar alguns por incapacidade equivaleria a lucrar menos.

Lamentável...

Se a isto acrescentarmos a atitude de uma funcionária que numa visita anterior ao café me tinha interrompido enquanto falava ao telemóvel, para perguntar se podia fechar uma janela... de facto, não apetece voltar. Trata-se de um atendimento profundamento deselegante e sem qualquer qualidade.

O que concluo face aos repetidos casos de mau atendimento em casas comerciais é que, por um lado, são geridas por pessoas que querem ganhar dinheiro a qualquer custo e em quaisquer condições, com empregados incompetentes, mas baratos, e um serviço rico em quantidade e não em qualidade; por outro lado, a tentação dos turistas é muito forte e os comerciantes esquecem-se que antes dos turistas existiam os locais e depois dos turistas existirão, igualmente, os locais.

Das tostas aquecidas do Café Saudade, em Sintra, não terei saudade...

 

* Desde a publicação deste post o atendimento parece ter piorado. Restam os turistas, os que forem fáceis de enganar...

 

Para Rir! Ou Não...

Um bar de hotel, numa tarde de domingo, clientes com um aspecto endinheirado (passo o preconceito) e uma conversa a aparentar alguma instrução... Distingue-se, no burburinho das diferentes mesas, o seguinte diálogo:

- Escreve: "a ausência de iluminação põe em causa a segurança dos 'trauseuntes'"...

- Quê? - pergunta a interlocutora por desconhecimento, não porque lhe tenha causado horror o erro bárbaro.

- "'Trauseuntes!''" - ouve-se, numa resposta assertiva, confiante.

Serão, talvez, transeuntes que trauteiam, para afugentar a insegurança, eventualmente, pobres coitados...

Não é tanto a ignorância que me choca, mas o atrevimento dos ignorantes.

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