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O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

O Mundo Não São Só Dois Países

Numa viagem de comboio, dois jovens amigos com a poesia na alma, conversam: - Não sentes que há um determinado momento em que tens mesmo que escrever? - Sim, sinto que se não escrever nesse momento, não voltarei a escrever!

Dobrodošli

Os viajantes, os verdadeiros viajantes, precisam, sobretudo, de lugares onde possam repousar o corpo e as emoções da viagem. São simples os lugares onde verdadeiramente retemperam o corpo e a alma... Se forem confortáveis, carregam de energia os viandantes que querem ver mais e melhor. Se, além disso, permitirem usufruir de limpeza e da cordialidade dos anfitriões, associadas a um preço justo, é imperativo dizer que estamos perante um alojamento perfeito, porque a simplicidade e o conforto podem caminhar juntos!!!

The travellers, the real travellers, need, mainly, places to allow the body and emotions to have a rest. The places that really revigorate the body and soul are the simple ones... If those places are comfortable, the walkers can get enough energy to see more and better. If, furthermore, the visitors can benefit from cleanliness and the host kindness, as well as a fair price, then we have to say it is a perfect place to stay, because simplicity and comfort can walk together.

http://villadivani.ba/

 

Como Num Conto de Fadas

Como nos contos de fadas, em que as princesas dormem por anos, séculos, mesmo, até que um príncipe as desperte, há amigos que protagonizam reencontros, depois de ausências de muitos anos, como se tivessem estado juntos ontem...

Já escrevi sobre este tema, mas é exatamente sobre ele que quero escrever, como se de um bálsamo se tratasse, um bálsamo para a intranquilidade dos dias, para a instabilidade do mundo...

Os amigos que nunca se separaram, os amigos que não apagaram memórias, os amigos que não estiveram juntos, mas que não se perderam das afinidades que um dia os uniram, esses amigos riem de tudo... e de nada!, no reencontro com os dias inelutavelmente felizes; no reencontro em que se conciliam com o que verdadeiramente são, com a pureza de dias de sol e de noites de esperançoso riso, dias e noites em que ainda hoje temos o coração e em que persistentemente encontramos a chave da esperança e da vida. Muitas vezes falámos desses amigos e desses dias, repetidas vezes contámos histórias cuja graça perpetuámos e, com elas, perpetuámos na nossa memória pessoas, lugares e peripécias ímpares, que nos alimentam e aquecem as horas, todas as horas.

Como num conto de fadas, estes amigos estiveram adormecidos até ao reencontro em que despertam para o único riso que a vida não corta - o que a juventude imortalizou.

 

 

 

A (Boa) Formação e (Boa) Memória!

Entre os meus antigos alunos contam-se pessoas com vasta formação académica, excelentes profissionais (independentemente da formação), pessoas muito responsáveis, carreiras de êxito - na investigação, nas artes, no desporto, em profissões de grande projecção e em profissões que modestamente, quase de forma invisível, contribuem para o nosso conforto e tranquilidade.

Não raras vezes, cruzamo-nos em diferentes momentos da vida: primeiro, como professora e aluno; depois, como adulto e adulto, muitas vezes, amigos. Não raras vezes, tenho oportunidade de lhes pedir desculpa pelo rigor, pela exigência, por não ter visto ao primeiro relance as pérolas que são.

Com frequência, a resposta é um agradecimento.

Se escrevo hoje, é porque hoje aconteceu, mas, repito, não é raro. Destes encontros, o que quero deixar não é um registo da presunção de que eles estão certos (até porque outros pensarão de forma diferente, com ou sem razão!), mas antes colocar a ênfase na memória que têm do que possa ter sido bem feito e no facto de essa memória se sobrepor aos desaires, aos momentos menos agradáveis, aos erros que, como profissional, terei cometido.

A boa formação (e não me refiro, neste caso, à formação académica...) imprime na memória dos que a possuem a marca do reconhecimento. Se assim fosse sempre, é certo que teríamos um mundo melhor. Eu tenho um mundo feito só da personalidade destes seres humanos extraordinários a quem ensinei a reter na memória o que nos faz bem e a ignorar o que nos magoa.

Obrigada pela vossa boa formação, uma formação que é sinónimo de boa(s) memória(s)!

 

Queda Livre

Cai a pique a credibilidade do Prémio Nobel da Literatura, que segue, de resto, de polémica em polémica.

Diz a Academia Sueca que o prémio não é político, acreditava eu (ingenuamente!) que o Prémio Nobel tinha uma função pedagógica num mundo a necessitar desesperadamente de bons exemplos. Parece-me que assim foi, em tempos e em muitos casos!

Handke é conhecido por negar o Holocausto e por ter sido apoiante de Milosevic, o que, em meu entender, faz da decisão de Estocolmo uma decisão ignóbil. Escreverá bem, ou muito bem (nunca li!), mas não é um artista, falta-lhe decência e nobreza de carácter.

 

Leitura Certa...

... para uma altura em que o tempo não está tão contado como habitualmente (são cerca de 500 páginas) e para compreender melhor o percurso feito pela China até estes estranhos tempos modernos!